Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha
Imagens de câmeras de segurança de uma rua de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, registraram o principal suspeito do desaparecimento da família Aguiar dentro da casa deles três dias após o sumiço. As imagens, de 28 de janeiro, mostram Cristiano Domingues Francisco entrando e saindo do local com mochilas.
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Moradores vizinhos ao local desconfiaram da movimentação, já que as primeiras informações sobre o desaparecimento já haviam sido divulgadas. Segundo eles, ao ser abordado, Cristiano não soube explicar onde estava a família e disse apenas que Silvana teria sofrido um acidente em Gramado, motivo pelo qual estaria ajudando os parentes dela. A polícia já confirma que esse acidente nunca aconteceu.
A polícia confirma que possui as imagens e que o suspeito relatou ter ido ao local para buscar ração e alimentos para um gato e um cachorro. Ele teria retornado à residência em outros dias.
O g1 procurou Jeverson Barcellos, advogado de Cristiano, e aguarda posicionamento.
Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha
Reprodução/RBS TV
Relembre o caso
O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS
O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro, desencadeando uma investigação que busca esclarecer as circunstâncias e o paradeiro da família.
O principal suspeito é o ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, que está preso há uma semana. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.
Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha.
O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:
Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar
Imagens cedidas/Polícia Civil
Antes do sumiço
2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar;
9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.
O fim de semana dos desaparecimentos
24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento.
Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro:
- 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois;
- 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa;
- 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora.
Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS
25 de janeiro (domingo): Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada;
Após saírem da delegacia, Isail e Dalmira não são mais vistos. O mercado da família fechou e não voltou a abrir.
Mercado da família Aguiar
Reprodução/RBS TV
Início das investigações
27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos;
28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações;
1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal;
3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos;
4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.
Perícias e prisão
5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa.
"Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (...) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP", explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação.
7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais;
9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal);
10 de fevereiro:
- Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A polícia revela a existência de áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação (confira abaixo);
- Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso;
- O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos.
Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação
13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos;
14 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa três semanas.
Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha
Arte/g1
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