Caso Alice: ex-padrasto que confessou matar adolescente disse à polícia que 'perdeu a cabeça' durante discussão

  • 21/08/2026
(Foto: Reprodução)
Adolescente de 14 anos é morta a facadas e polícia investiga ex-padrasto por feminicídio A adolescente Alice Nitz, que foi morta a facadas na última segunda-feira (17), tratava o ex-padrasto que confessou o assassinato como pai e seguia frequentando a casa dele mesmo após ele e a mãe se separarem, segundo a investigação do caso. Em depoimento, o homem declarou à polícia que matou a menina porque "perdeu a cabeça" durante uma discussão. "Começou uma discussão e ele 'perdeu a cabeça', nas palavras dele", diz a delegada Dieli Caumo, responsável pelo caso. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Alice perdeu o pai ainda na infância e o padrasto, com quem a mãe iniciou um relacionamento quando ela tinha um ano de vida, se tornou uma figura paterna. Conforme a Polícia Civil, Wagno Arezi Henika exercia uma posição de controle sobre a jovem e manteve o vínculo com ela mesmo após a separação com a mãe, que ocorreu há cerca de um mês. Alice foi morta em Encantado, na Região dos Vales, na casa do ex-padrasto, que confessou o assassinato e foi preso preventivamente na noite de terça-feira (18). Em nota, a defesa de Wagno afirma que ele está colaborando com as investigações. Veja, abaixo, na íntegra. "Ele era bem rígido, quase beirando a uma violência psicológica, pelas informações das testemunhas." O vínculo entre Alice e o ex-padrasto continuou. Como os dois moravam no mesmo bairro, a poucas quadras de distância, a presença da adolescente no imóvel era considerada algo habitual. De acordo com a investigação, Wagno e a mãe da adolescente viveram juntos por 13 anos, ou seja, desde que Alice era bebê. Ele não tinha histórico de desavenças com a ex-companheira e mantinha uma relação considerada amigável, tanto com a mulher quanto com as filhas dela. As circunstâncias do suposto conflito ainda são apuradas pela polícia. "Se viam seguidamente. Eles moravam próximos, era no mesmo bairro, questão de três quadras mais ou menos de diferença, e não era incomum ela ir na casa dele. Ela ia, não digo todos os dias, mas eventualmente ela ia lá, mesmo após essa separação com a mãe dela", explica a delegada Dieli Caumo, responsável pelo caso. A expectativa da Polícia Civil é concluir o inquérito na próxima semana. O caso é tratado como feminicídio. A ausência de registros policiais e o relato de parentes apontam que o investigado não tinha histórico de violência. "Não tinha medida protetiva, não tinha ocorrência, ela [mãe da Alice] não relata nenhum tipo de violência ou ameaça. Inclusive, ele disse que não tinha nada em relação à ex-companheira", explica a delegada. Adolescente era dançarina, declamava poesia e jogava futsal Inicialmente, a polícia levantou a hipóstese de que o crime pudesse ter sido cometido para atingir a ex-companheira, o que faria com que fosse classificado como vicaricídio. Porém, após ouvir testemunhas, concluiu que não havia elementos que apontassem para isso. 🔎 Vicaricídio: O crime, incluído no Código Penal em abril, tipifica a ação de matar alguém próximo a uma mulher com o objetivo de causar punição, sofrimento ou controle a ela. O que diz a defesa "O meu cliente é réu confesso e está colaborando com as investigações para elucidar os motivos e as circunstâncias do crime. Cabe ao advogado a garantia dos direitos constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Ele já prestou depoimento à autoridade policial e hoje a tarde passará pela audiência de custódia. Salienta-se que defesa e réu estão cooperando com a Justiça", afirma em nota o advogado Márcio Arcari, que representa a defesa de Wagno Arezi Henika. Quem era a adolescente Ex-padrasto suspeito de matar adolescente de 14 anos a facadas é preso no RS Alice é lembrada pela comunidade escolar como uma jovem inteligente e talentosa. Ela estudava na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. Segundo a vice-diretora Karina Belotti Cenci, a jovem tinha forte ligação com as artes: declamava poesias e era integrante do grupo de dança tradicionalista da instituição, o Oigalê. "Sempre pronta, com sorriso, cheia de vivacidade", diz Karina. A paixão pelo tradicionalismo era compartilhada com os três irmãos, que também passaram pelo projeto. Alice jogava futsal em um clube local, o Fênix FC Futsal Feminino. Nas redes sociais, o time expressou solidariedade. "Hoje a quadra ficou mais silenciosa e o nosso coração, infinitamente mais pesado. Perder uma jogadora e acima de tudo companheira, parceira e amiga dói de uma forma que as palavras sequer conseguem traduzir", diz a publicação. Caso Alice: Enteada seguiu próxima de ex-padrasto após separação da mãe Reprodução/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Ex-padrasto confessa ter matado adolescente de 14 anos no RS, diz polícia Adolescente era dançarina, declamava poesia e jogava futsal: 'Cheia de vivacidade' Ex-padrasto suspeito de matar adolescente de 14 anos a facadas é preso após fuga Entenda por que polícia descarta vicaricídio após ex-padrasto confessar ter matado adolescente VÍDEOS: Tudo sobre o RS a

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/21/caso-alice-depoimento-ex-padrasto-policia.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 5

top1
1. Billie Jean

Michael Jackson

top2
2. Like A Prayer

Madonna

top3
3. Another Day In Paradise

Phil Collins

top4
4. Take On Me

A-HA

top5
5. You Drive Me Crazy

Shakin' Stevens

Anunciantes